Dor Crônica – Uma Reflexão sobre o Mito de Prometeu

Cristina dos Santos Ferreira Tose

Orientador: José Jorge de Morais Zacharias

RESUMO

O presente estudo dedica-se à análise simbólica da qualidade de vida das pacientes portadoras da Síndrome Fibromiálgica em relação ao sofrimento psíquico e à dor crônica a que são submetidas. Como se trata de dor orgânica, têm de ser adotados os tratamentos farmacológico e multiprofissional. A doença miofascial difusa é um distúrbio que apresenta alteração dos neurotransmissores responsáveis pelo mecanismo de modulação da dor, causando distúrbio do sono e dor muscular de forte intensidade, entre outros. Manifesta-se prioritariamente no sexo feminino, em idade produtiva e é acompanhada de intenso sofrimento com graves danos à vida destas mulheres. Esta complexa doença da atualidade é avaliada do ponto de vista da psicologia junguiana pelo método da amplificação, mítica e alquímica, a partir do pensamento da Antiguidade, quando o mundo do Aedo Hesíodo era sagrado. Voltamos a olhar este sofrimento do ângulo do mito trágico Prometeu de Ésquilo para, a partir daí, analisá-lo como uma manifestação arquetípica elaborada segundo a psicologia analítica.

 

Palavras-chave: Prometeu, dor, fibromialgia, mitologia, psicologia analítica.

 

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