Histeria Masculina. Um olhar através do Mito de Apolo. Um ser à procura

Roselaine Gaino Folchetti

Orientadora:Lunalva Fiuza Chagas

RESUMO

O objetivo deste trabalho foi analisar a histeria masculina a partir das questões de Apolo, contidas em seu mito e de seu filho Asclépio. Para tal, foi realizada uma pesquisa teórica embasada nos pressupostos da psicologia analítica junguiana.  Quando um complexo materno é ativado, o ego sem libido suficiente para reagir torna-se cativo ficando assim muito da sua potencialidade e possibilidade de expansão indisponíveis na consciência. Como tudo o que se mantém no inconsciente, permanece primitivo, sem diálogo, este conteúdo será vivenciado através da projeção quando então pode alcançar a dialética e progressiva diferenciação. Sendo a histeria a resposta angustiada desse indivíduo, incapaz de integrar os aspectos inconscientes e que, consequentemente ficam sem luz, esses homens podem apresentar uma maior propensão a viver relacionamentos destrutivos, sem vínculos fortalecidos, sendo esses acontecimentos sem significado para eles, portanto, não podemos considerá-los como motivos para uma possível individuação. Embora essas conquistas não ganhem sentido para quem está tomado pela histeria, ou que tem um funcionamento dito histérico, pode-se pensar num possível chamado para a integração de aspectos de sua personalidade abandonados, como a sombra e o si-mesmo e aí sim, o encontro pode ganhar significado e contribuir para um desenvolvimento a caminho da individuação. O homem aprisionado neste complexo pode se beneficiar de um processo analítico na medida que consiga perceber suas angústias e a possível cura desse vazio, olhando para sua ferida e sua dor.

 

Palavras-chave: Histeria Masculina, Apolo, Complexo Materno, Individuação.

 

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