O Pequeno Príncipe e a Relação Analítica

Lunalva Fiúza Chagas
Orientador:Gustavo Barcellos.

RESUMO

Trata-se de uma breve reflexão sobre o processo analítico, inspirada na obra de Antoine de Saint-Exupèry, O Pequeno Príncipe.

Pensando na linguagem essencialmente metafórica do encontro analítico, busquei a relação com este clássico de Exupéry, uma obra imagética capaz de tocar e espelhar a alma humana em todo seu mistério e delicadeza de detalhes.

Traçando um paralelo com o arquétipo do puer aeternus o texto segue ressaltando a necessidade de acolher as imagens e solicitações da psique sem cair nos velhos padrões cristalizados no ego.  O enfoque se dá no arquétipo em si e não em sua versão patologizada, tão explorada na literatura sobre o puer.

O cuidado que se dedica ao início do processo deve prosseguir como prioridade até a conclusão do mesmo. Para que isto se mantenha, há que se buscar uma profundidade na escuta analítica, uma atitude psicológica para com as feridas da alma, respeito para com o ritmo de cada paciente bem como para com suas limitações.

 

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