“Dialética Arquetípica: aprofundando o diálogo da psique”
setembro 12, 2026Mariana Harumi Segatto Fugikauva
Ano:2026
Orientadora: FABIANA LOPES BINDA GRAZI
RESUMO:
Este trabalho nasce da escuta atenta do sofrimento humano. O trauma como experiência viva retorna e nos toma, em sonhos, pesadelos, sintomas corporais, repetições cíclicas e imagens psíquicas. O indizível, a ausência de linguagem sai de seus recantos e reconta suas dores nas mais diversas formas, sons, cores e tons. Tentamos aqui uma conversa com a psicologia analítica de Jung, a psicologia arquetípica de Hillman, a clínica do trauma de Donald Kalsched, a neurobiologia de Bessel van der Kolk e a leitura compassiva e relacional de tantos outros autores, em uma costura sutil, o desejo é tecer imagens na compreensão ampliada e profunda desse tema. Incluindo os mitos, pois os entendemos como imagens potentes do congelamento e do pânico traumático, uma narrativa de recursos imaginais para o medo, para as reações e para o sofrimento. Assim o texto assume um duplo registro: científico e poético. Científico, porque se ancora em teorias sólidas e referências reconhecidas; poético, porque reconhece que há experiências que só podem ser tocadas pela imagem, pelo símbolo e pelo ritmo da linguagem. Esse trabalho transita delicadamente pelo processo de formação do trauma, e discute as diversas formas que ele se reconta durante a vida do indivíduo, seus recontos são em recantos, lugares encantados na psique, oásis com miragens de pseudo segurança e proteção.
Palavras-chave: Trauma, Reconto, Complexos familiares, Epigenética.
